terça-feira, 2 de junho de 2015

O Rato e a Ratoeira

O Rato e a Ratoeira



Numa planície da Ática, perto de Atenas, morava um fazendeiro com sua mulher; ele tinha vários tipos de cultivares, assim como: oliva, grão de bico, lentilha, vinha, cevada e trigo. Ele armazenava tudo num paiol dentro de casa, quando notou que seus cereais e leguminosas, estavam sendo devoradas pelo rato. O velho fazendeiro foi a Atenas vender partes de suas cultivares e aproveitou para comprar uma ratoeira. Quando chegou em casa, adivinha quem estava espreitando?

Um rato, olhando pelo buraco na parede, vê o fazendeiro e sua esposa abrindo um pacote. Pensou logo no tipo de comida que haveria ali. 

Ao descobrir que era uma ratoeira ficou aterrorizado. 

Correu para a esplanada da fazenda advertindo a todos: 

- Há uma ratoeira na casa, uma ratoeira na casa !!

A galinha disse: 

- Desculpe-me Sr. Rato, eu entendo que isso seja um grande problema para o senhor, mas não me prejudica em nada, não me incomoda.

O rato foi até o porco e disse: 

- Há uma ratoeira na casa, uma ratoeira !

- Desculpe-me Sr. Rato, disse o porco, mas não há nada que eu possa fazer, a não ser orar. Fique tranqüilo que o Sr. Será lembrado nas minhas orações.

O rato dirigiu-se à vaca. E ela lhe disse: 

- O que ? Uma ratoeira ? Por acaso estou em perigo? Acho que não !

Então o rato voltou para casa abatido, para encarar a ratoeira. Naquela noite ouviu-se um barulho, como o da ratoeira pegando sua vítima. 

A mulher do fazendeiro correu para ver o que havia pego. 

No escuro, ela não viu que a ratoeira havia pego a cauda de uma cobra venenosa. E a cobra picou a mulher… O fazendeiro chamou imediatamente o médico, que avaliou a situação da esposa e disse: sua mulher está com muita febre e corre perigo.

Todo mundo sabe que para alimentar alguém com febre, nada melhor que uma canja de galinha. O fazendeiro pegou seu cutelo e foi providenciar o ingrediente principal. 
Como a doença da mulher continuava, os amigos e vizinhos vieram visitá-la. 

Para alimentá-los, o fazendeiro matou o porco. 

A mulher não melhorou e acabou morrendo. 

Muita gente veio para o funeral. O fazendeiro então sacrificou a vaca, para alimentar todo aquele povo. 

Moral:
“Na próxima vez que você ouvir dizer que alguém está diante de um problema e acreditar que o problema não lhe diz respeito, lembre-se que quando há uma ratoeira na casa, toda fazenda corre risco. O problema de um é problema de todos.”

Esopo

sábado, 30 de maio de 2015

O Pote Trincado

O pote trincado



547490_384201478289874_100001000745206_1040324_1663945482_nUm carregador de água na Índia levava dois potes grandes, ambos pendurados em cada ponta de uma vara a qual ele carregava atravessada em seu pescoço.
Um dos potes tinha uma rachadura, enquanto o outro era perfeito e sempre chegava cheio de água no fim da longa jornada entre o poço e a casa do chefe; o pote rachado chegava apenas pela metade.
Foi assim por dois anos, diariamente, o carregador entregando um pote e meio de água na casa de seu chefe.
Claro, o pote perfeito estava orgulhoso de suas realizações.
Porém, o pote rachado estava envergonhado de sua imperfeição, e sentindo-se miserável por ser capaz de realizar apenas a metade do que ele havia sido designado a fazer.
Após perceber que por dois anos havia sido uma falha amarga, o pote falou para o homem um dia a beira do poço.
— Estou envergonhado, e quero pedir-lhe desculpas.
— Por quê? Perguntou o homem.
— De que você está envergonhado?
— Nesses dois anos eu fui capaz de entregar apenas a metade da minha carga, porque essa rachadura no meu lado faz com que a água vaze por todo o caminho da casa de seu senhor. Por causa do meu defeito, você tem que fazer todo esse trabalho, e não ganha o salário completo dos seus esforços, disse o pote.
O homem ficou triste pela situação do velho pote, e com compaixão falou:
— Quando retornarmos para a casa de meu senhor, quero que percebas as flores ao longo do caminho.
De fato, a medida que eles subiam a montanha, o velho pote rachado notou as flores selvagens ao lado do caminho, e isto lhe deu certo ânimo. Mas ao fim da estrada, o pote ainda se sentia mal porque tinha vazado a metade, e de novo pediu desculpas ao homem por sua falha.
Disse o homem ao pote:
— Você notou que pelo caminho só havia flores no seu lado. Eu ao conhecer o seu defeito, tirei vantagem dele. E lancei sementes de flores no seu lado do caminho, e cada dia enquanto voltávamos do poço, você as regava.
— Por dois anos eu pude colher estas lindas flores para ornamentar a mesa de meu senhor. Sem você ser do jeito que você é, ele não poderia ter esta beleza para dar graça a sua casa.
Cada um de nós temos nossos próprios e únicos defeitos. Todos nós somos potes rachados. Porém, se permitirmos, o Senhor vai usar estes nossos defeitos para embelezar a mesa de Seu Pai. Na grandiosa economia de Deus, nada se perde. Nunca deveríamos ter medo dos nossos defeitos.
Se os reconhecermos, eles poderão causar beleza. Das nossas fraquezas, podemos tirar forças.
Fote :http://cleofas.com.br/o-pote-trincado/

sexta-feira, 10 de abril de 2015

O HOMEM QUE QUEBRAVA DE PEDRAS

O homem que quebrava pedras

Fábulas de Esopo - Por: Pe. Thelmo Ricardo Favoretto.
          
Um homem muito simples ganhava a vida quebrando pedras, o trabalho era cansativo, no fim do dia o pobre homem mal sentia suas mãos. Aquele trabalho era muito penoso, o homem estava inconformado e muito insatisfeito com sua própria vida.
Certo dia, indo para um novo local de trabalho, passou diante de uma bela casa e pensou:
- Certamente aí deve morar um homem muito rico e poderoso, como deve ser bom ser como ele...
Para surpresa do nosso amigo quebrador de pedras, seu desejo se tornou realidade e ele tornou-se o homem mais rico e poderoso daquela região, amado por alguns, temido por outros e odiado por alguns.
Em um fim de tarde sentado na varanda de sua bela casa, o homem que ganhava a vida quebrando pedras e que agora era rico, contempla o sol no fim do horizonte, vermelho bonito, imagem digna de um cartão postal.
O homem diante de tão bela imagem pensa: "Nossa como o sol é poderoso e dono de si, gostaria de ser como ele".
Mas uma vez seu desejo foi atendido, e o homem que antes era um pobre quebrador de pedras que havia ficado rico e poderoso, tornou-se o sol.
Como ele desfrutava de sua condição de sol, sentia-se poderoso e necessário, mas certa manhã, o sol notou que o vento refrescava com sua brisa o calor que ele provocava, então mais que depressa desejou ser o vento.  Pedido concedido, o homem que havia sido um pobre quebrador de pedras que passou a ser rico e poderoso, que havia se tornado o sol, agora era o vento.
Nos primeiros dias como vento, ele soprou calmamente sobre a terra, mas depois achou tudo isso muito monótono e resolveu soprar com mais força, arrancando os telhados, agitando as ondas do mar, arrastando as nuvens todas para um mesmo lugar provocando as tempestades. "Como é bom ser vento", pensava ele. Certa manhã, o vento deparou-se com uma grande pedra e por mais que usasse de toda sua força não foi capaz de movê-la um centímetro se quer. Por um instante, o vento parou de soprar e o homem que antes era um quebrador de pedras, que havia ficado rico, que havia se tornado o sol e que agora era vento, desejou profundamente ser forte como uma grande pedra.
Mais uma vez seu desejo se tornou realidade e ele tornou-se uma enorme rocha, intransponível.
Certa manhã, a rocha ouviu um barulho ritmado, prestou atenção e reconheceu aquele barulho já quase esquecido em sua memória, era o som de um martelo batendo em um ponteiro quebrando pedras.
A poderosa rocha notou que havia um homem simples e humilde com seu martelo e um ponteiro em sua superfície e que muito embora seu trabalho sendo lendo a fatigante ele a faria em pedaços.

Moral da história:
Um problema freqüente em nossos dias é a falta de amor naquilo que fazemos ou naquilo que somos. Muitas vezes temos um inconformismo negativo de não ser como algumas pessoas que julgamos mais felizes do que nós ou mais realizadas e acabamos criando uma barreira que nos impede amar aquilo que somos e fazemos.
À medida que assumimos nosso trabalhos com amor, sejam ele pastoral ou profissional, por mais árduo e complicado que seja, nos sentimos realizados. Amar o que somos e amar o que fazemos é o segredo para encontrar a verdadeira felicidade e paz.
Jesus amou: amou os pobres, amou os pecadores, amou os enfermos, amou o jovem rico, amou até aqueles que o pregaram na cruz. E foi graças a este amor que chegou até a cruz, que Deus Pai reconciliou consigo todas as criaturas.
O AMOR É O ÚNICO SENTIMENTO QUE PODE TRANSFORMAR A NOSSA VIDA!  PORTANTO AME, AME, AME SEMPRE COMO JESUS AMOU!!!